segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resposta do Mês de Novembro

Então, aqui estamos com mais uma resposta para engrandecer nosso conhecimento sobre nossa Igreja e tão rica doutrina.

A pergunta que saiu em nosso jornal nesse mês de novembro foi a seguinte: "VOCÊ SABE O QUE A IGREJA CELEBRA NO ÚLTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM?

Então, está é a resposta:


A Igreja encerra o Ano Litúrgico da Igreja com a festa de Cristo Rei, coroando toda essa jornada.
Cristo Rei foi uma das últimas celebrações instituída pelo Papa Pio XI, na época em que o mundo passava pelo pós-guerra de 1917, marcado pelo fascismo na Itália, pelo nazismo na Alemanha, pelo comunismo na Rússia, pelo marxismo-ateu, pela crise econômica, pelos governos ditatoriais que solapavam toda a Europa, pela perseguição religiosa, pelo liberalismo e outros que levavam o mundo e o povo a afastar-se de Deus, da religião e da fé, culminando com a 2ª Guerra Mundial.
O Papa Pio XI instituiu essa festa para que todas as coisas culminassem na plenitude em Cristo Senhor, simbolizado no que diz o Apocalipse: ”Eu sou o Alfa e o Ômega, Principio e Fim de todas as coisas.” (Ap1, 8) Ressalta a restauração e a reparação universal realizada em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história. Nessa festa, celebra-se também nossa participação no Reino de Deus, sob a condição de aderirmos à verdade trazida por Jesus, pela qual somos caminheiros que se dirigem à Casa do Pai, para participarmos da mesa do Reino e de assumirmos o compromisso do Evangelho.
A celebração, fechando o Ano Litúrgico (celebrada no último domingo do tempo comum), traz para nós cristãos a reflexão em torno da vida de Jesus que significa para nós a salvação, onde impera no mundo o pecado.
Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei, e Ele responde que seu reino não é deste mundo de injustiça, ódio, morte e dor.Ele é rei do reino de seu Pai que, como pastor, guia a sua Igreja neste mundo para o reino celeste. Por isso, fazer parte desse Reino é fazer comunhão com Ele, transformar o mundo em que vivemos.
Jesus Cristo é rei e pastor que nos leva ao Reino de Deus, que nos tira das trevas do erro e do pecado, que nos guia para a plena comunhão com o Pai pelo amor. Jesus nos aponta como “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6) para que possamos imitá-lo mesmo diante de nossas fraquezas e medos, morrer com Ele para participarmos de sua vitória.
Olhando o nosso mundo, vemos o sofrimento de tantos irmãos que trazem consigo a cruz de Cristo, como sinal de vitória e de redenção do mundo. Mesmo diante das nossas aflições, dores, angustias e injustiças, não podemos ser derrotados, mesmo quando estivermos sozinhos, quando nos sentimos abandonados como os discípulos abandonaram Jesus. Portanto a amargura não poderá tomar conta de nosso coração. Não podemos querer entender a Deus em seu mistério, nem duvidar de seu amor para com todos, mas acolher tudo por amor a Deus, como festa de um grande banquete do qual um dia participaremos na eternidade.
Bem-aventurados aqueles que sofrem, são perseguidos e padecem todo tipo de injustiças, pois como servo bom e fiel, um dia acolhido por Jesus na mesa do Reino, será bendito. E Ele passando servirá aqueles que souberam viver a justiça, a caridade e fazer o bem na vida dos irmãos.
É a grande promessa de Jesus para nós, filhos benditos do Pai: sua realeza não é deste mundo, por isso devemos anunciar a verdade libertando os homens do pecado, dando-lhes uma verdadeira conversão do coração.
Jesus é a testemunha fiel da verdade, isto é , seu desígnio de salvação do mundo. Veio revelar com a própria vida o grande sacrifício da cruz, da sua paixão e morte por amor, nessa mesma cruz pela qual Ele atrairá todos ao seu coração. Tudo por amor, fonte primeira de união com Deus, Ele desfaz as injustiças em liberdade, tornando grande sacerdócio do povo santo de Deus em que cada um se santifica no mundo.
Ser cristão é construir o Reino de Cristo no mundo através do serviço gratuito e fraterno, humilde, deixando-se fazer a vontade do Pai. Você está disposto a fazer acontecer o Reino? De que maneira?


Fonte: catequisar.com.br


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rogai por nós


Nossa Senhora Aparecida recebeu esse título por aparecer ou surgir das águas. No dia 12 de outubro de 1717 os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram suas redes no rio Paraíba do Sul como faziam todos os dias. Foram muitas as tentativas sem êxito e já estavam cansados e sem esperança, mas João Alves lançou mais uma vez a sua rede nas águas.

Dessa vez conseguiram pegar vários peixes, entretanto havia algo mais em meio à pesca: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição que estava sem a cabeça. Os pescadores lançaram as redes novamente com a intenção de conseguir a parte que faltava na imagem, e tiveram sucesso. O fato ficou conhecido como “A pesca milagrosa”, pois muitos peixes foram apanhados.

Depois de colar as partes, Filipe Pedroso manteve a imagem em sua casa, em Itaguaçu, por 15 anos. O padre Willian Cesar da Silva conta que esse foi o início da devoção por Nossa Senhora da Conceição. “As pessoas se reuniam na casa do pescador para orar e com o tempo a fama dos milagres de Nossa Senhora se espalhou por todo o Brasil e a devoção começou a crescer”, revela.

Com o aumento do número de devotos, a casa da família Pedroso se tornou pequena e um oratório precisou ser construído. O porto da cidade foi o local escolhido, mas em pouco tempo o local também já não era suficiente.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua padroeira oficial em 16 de julho de 1930, pelo papa Pio XI. No dia 30 de junho de 1980 a Lei 6.802 decretou oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia à devoção, lembrando também o Dia da Criança.

A devoção por Nossa Senhora foi aumentando a cada dia e, de acordo com o padre Willian, isso ocorre porque “muitos recorrem à mãe de Jesus Cristo em preces e alcançam o milagre”.

Atualmente a imagem está na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, São Paulo, e atrai milhares de devotos por ano. Um desses devotos é o aposentado Mauro Lima, 61 anos. Ele diz que era espírita, mas se converteu ao catolicismo por Nossa Senhora. “Quando me mudei estavam construindo uma igreja perto da minha casa e me chamaram para ajudar na obra. Nesse período fiquei mais próximo de Maria e começou a minha devoção”, declara.

Ao contar o episódio que fez a devoção à Maria se tornar maior, Mauro se emocionou. “Há alguns anos, quando saí para trabalhar, comecei a sentir fortes dores no estômago. Quando cheguei ao hospital fui operado imediatamente, pois estava com apendicite. O apêndice estourou nas mãos do médico, no momento em que ele o retirou. A todo o momento eu rezei pedindo a interseção de Nossa Senhora Aparecida para que não fosse nada grave, e ela me atendeu. Até hoje sou muito grato por esse milagre que ela fez comigo”, concluiu.

Resposta do Mês de Outubro



Você, leitor de nosso Jornal, deve estar doido para saber quem são os padroeiros das Missões.
Pois é, são os padroeiros, pois com a graça de Deus temos dois intercessores para esse tão grande e belo trabalho que move a nossa Igreja.
Então, lá vai a Respota.




Santa Teresinha do Menino Jesus


Teresinha nasceu em Alençon, França, no dia 2 de janeiro de 1873. Sua família vivia no amor a Deus e entre si e, por isso mesmo, muito solidária com os necessitados.
Teresinha cresceu como todas as crianças, mas o que encantava a todos era sua vida simples e o esforço que fazia para melhorar.
Entrou, ainda muito jovem -16 anos - no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e praticou de modo exemplar a caridade, a simplicidade evangélica e a confiança em Deus. “Passarei meu céu fazendo o bem na terra”, era seu desejo. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897. Foi uma religiosa carmelita, missionária da oração, do sofrimento e do amor. Teresinha transformou a vida fechada no convento em luz, a dor em amor, o pequeno em grande, a terra em céu, o tempo em eternidade, a vida contemplativa de convento de clausura num horizonte missionário, em Igreja universal .
Nunca foi para as missões, no entanto o Papa Pio XI a nomeou Padroeira das Missões e dos missionários, junto com São Francisco Xavier. Sua festa é celebrada no dia 1º. de outubro.



São Francisco Xavier


A história do nosso menino inicia no castelo de Xavier, em Navarra - Espanha.
Dom João e Maria Xavier são os pais de Francisco.Ele Nasceu em 1506, no dia 07 de abril.
No enorme castelo da família Xavier existe um lugar que é especial para Francisco. É a capela, onde ele vai, ajoelha-se e olha o grande crucifixo. Contempla a grandeza do amor daquele Homem da Cruz.
Francisco cresce muito estudioso e para melhor se preparar, em sua juventude vai para Paris. Ali, quando já professor, encontra-se com Inácio de Loyola. Juntos e com mais cinco colegas fundarem o grupo chamado A Companhia de Jesus.
A esses companheiros juntarem-se muitos outros que se espelharam pelo mundo para pregar o Evangelho. Alguns entre eles vieram para o Brasil, tais como Pe. Manuel da Nóbrega e José da Anchieta.
Francisco foi evangelizar o Japão e a Índia. Trabalhou com ânimo incansável. Percorreu distâncias enormes, falou com amor de Deus e de seu Reino...
Em sua Missão Pe. Francisco não queria que nenhuma pessoa ficasse sem conhecer o amor de Deus e para isso pediu ajuda às crianças. Assim ele escreve:
- "A cada dia crescia as pessoas que tinham desejo de Deus e eu tinha todo o interesse em satisfazer toda aquela pobre gente, com receio que uma recusa enfraquecesse a sua confiança nos socorros da religião, tomei o partido de enviar as crianças para os diferentes bairros, para onde era chamado".
As crianças partiam para todos os cantos, incumbidas por Francisco Xavier de levar uma oração impressa, de tocar o doente com o rosário, ou de aspergir água benta sobre os doentes. Eles voltaram felizes batendo palmas porque haviam sido pequenos apóstolos de Jesus.
Depois de muito trabalho já cansado e sem forças Francisco adoece e no dia 2 de Dezembro de 1552 abraçado ao crucifixo diz com voz fraca: "Senhor esperei em vós, não serei confundido eternamente!" E assim morre o gigante do Oriente.

Enfim irmãos, é muito bom podermos conhecer um pouco mais dos que rogam e intercedem sempre por nós e nossos trabalhos!

Um Santo mês a todos nós!

E reflitamos sobre o chamado de Deus de: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura". (Mc 16,15)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

E então? Descobriu quem foi são Jerônimo?
Se você ainda não sabe, já pode descobrir. E se você descobriu quem ele foi, pode ver mais detalhes.

São Jerônimo está entre os maiores Doutores da Igreja. Foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador e doutor nas Sagradas Escrituras.

Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340. Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.

Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade. Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo gostava de opções radicais. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte. Após algum tempo dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela Sagrada Escritura.

Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à vida sacerdotal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge, mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa desejava uma tradução da Bíblia mais fiel aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata"e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos linguístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 30 de setembro de 420, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.

Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito: "Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E aí? Já sabe a resposta deste mês? Confira abaixo:

No processo de formação de discípulos missionários, destacamos cinco aspectos fundamentais que aparecem de maneira diversa em cada etapa do caminho, mas que se completam intimamente e se alimentam entre si:

  1. O Encontro com Jesus Cristo: Aqueles que serão seus discípulos já o buscam (cf Jo 1,38), mas é o Senhor quem os chama:”Segue-me” (Mc 1,14; MT 9,9). É necessário descobrir o sentido mais profundo da busca, assim como é necessário propiciar o encontro com Cristo que dá origem à iniciação cristã. Esse encontro deve renovar-se constantemente pelo testemunho pessoal, pelo anúncio do querigma e pela ação missionária da comunidade. O querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo. Sem o querigma, os demais aspectos desse processo estão condenados à esterilidade, sem corações verdadeiramente convertidos ao Senhor. Só a partir do querigma acontece a possibilidade de uma iniciação cristão verdadeira. Por isso, a Igreja precisa tê-lo presente em todas as suas ações.


  1. A Conversão: É a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê nEle pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida. No Batismo e no Sacramento da reconciliação se atualiza para nós a redenção de Cristo.


  1. O Discipulado: A pessoa amadurece constantemente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus Mestre, se aprofunda no mistério de sua pessoa, de seu exemplo e de sua doutrina. Para esse passo são de fundamental importância a catequese permanente e a vida sacramental, que fortalecem a conversão inicial e permitem que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia.


  1. A Comunhão: Não pode existir vida cristã fora da comunidade: nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. É também acompanhado e estimulado pela comunidade e por seus pastores para amadurecer na vida do Espírito.


  1. a Missão: O discípulo, à medida que conhece e ama o seu Senhor,experimenta a necessidade de compartilhar com outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o serviço na pessoa dos mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus. A missão é inseparável do discipulado, o qual não deve ser entendido como etapa posterior à formação, ainda que esta seja realizada de diversas maneiras de acordo com a própria vocação e com o momento da maturidade humana e cristão em que se encontra a pessoa.


(Documento de Aparecida – 278)


Gostou? Então espere a próxima!

terça-feira, 20 de julho de 2010

FELIZ DIA DO AMIGO!


Como ensina Santo Agostinho: "A metade de nossa alma é um bom amigo!"
E neste dia, queremos agradecr a Deus pelo dom de sermos e termos amigos!!!
Deus guarde sempre nossos amigos!


PASCOM

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Você sabe por que algumas pessoas deixam a Igreja para se unir a outros grupos religiosos?

Conforme anunciamos em O BATISTA, aqui está a resposta: Documento de Aparecida, nºs 225, 226
'' 225. Segundo nossa experiência pastoral, muitas vezes, a pessoa sincera que sai de nossa Igreja não o faz pelo que os grupos "não católicos" creem, mas fundamentalmente por causa de como eles vivem; não por razões doutrinais, mas vivenciais; não por motivos estritamente dogmáticos, mas pastorais; não por problemas teológicos, mas metodológicos de nossa Igreja. Esperam encontrar respostas a suas inquietações. Procuram, não sem sérios perigos, responder a algumas aspirações que, quem sabe, não tem encontrado, como deveria ser, na Igreja.

226. Em nossa Igreja temos de reforçar quatro eixos:

a) A experiência religiosa. Em nossa Igreja devemos oferecer a todos os nossos fiéis um "encontro pessoal com Jesus Cristo", uma experiência religiosa profunda e intensa, um anúncio querigmático e o testemunho pessoal dos evangelizadores, que leve a uma conversão pessoal e a uma mudança de vida integral.

b) A vivência comunitária. Nossos fiéis procuram comunidades cristãs, onde sejam acolhidos fraternalmente e se sintam valorizados, visíveis e eclesialmente incluidos. É necessário que nossos fiéis se sintam realmente membros de uma comunidade eclesial e co-responsáveis em seu desenvolvimento. Isso permitirá maior compromisso e entrega em e pela Igreja.

c) A formação bíblico-doutrinal. Junto a uma forte experiência religiosa e uma destacada convivência comunitária, nossos fiéis precisam aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé, visto que esta é a única maneira de amadurecer a experiência religiosa. Nesse caminho, acentuadamente vivencial e comunitário, a formação doutrinal não se experimenta como conhecimento teórico e frio, mas como ferramenta fundamental e necessária no crescimento espiritual, pessoal e comunitário.

d) O compromisso missionário de toda a comunidade. Ela sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reencantá-los com a Igreja e convidá-los a retornarem para ela."